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8 mulheres que mudaram ou estão mudando o mundo da moda

No próximo dia 8 de março celebramos o Dia Internacional da Mulher, por isso decidimos compartilhar com vocês a história de oito mulheres que têm ou tiveram papel importante no mundo da moda. Confira!

1. Coco Chanel

Uma das maiores referências no mundo da moda, Gabrielle Bonheur Chanel nasceu em Saumur, na França. Ela aprendeu a costurar em uma loja de tecidos onde trabalhava e ganhou seu apelido, Coco, da música “Qui qu’a vu Coco”, que costumava cantar em um cabaré.

Chanel também inovou a moda feminina ao descartar o estilo “belle époque” e suas anquinhas, espartilhos, todos aqueles adereços que deixavam claro o limite entre o masculino e o feminino. Ela se inspirava no armário masculino para produzir as peças que vestiria a si mesma e, consequentemente, as mulheres que a seguiam.

Em 1939, a Maison Chanel fechou por causa da II Guerra Mundial, voltando a abrir apenas em 1954. Nos anos 1960, foi restabelecida como grife da alta-costura – e permanece até hoje, com seus quatro ateliês.Coco Chanel/Divulgação

2. Donatella Versace

Donatella Versace é símbolo de elegância e luxo, sem dúvidas. Está como diretora criativa da Versace há 20 anos, desde quando foi obrigada a lidar com a ausência do irmão, Gianni Versace, morto em 1997.

Sob seu comando, a Versace quase dobrou suas receitas entre 2006 e 2016, saindo de 210 milhões de euros para 600 milhões de euros, segundo informações da GQ Magazine. Em 2018, a norte-americana Michael Kors Holdings comprou a grife italiana numa transação de quase 2 bilhões de euros. Donatella segue à frente da criação da Versace.

Apesar dos baixos que passou para manter a Versace de pé, Donatella parece se orgulhar dos 20 anos no comando da grife. Seu ideal feminino acompanha a atual fase das mulheres: possui emprego, mas cuida da casa; glamour sem exagero; roupa versátil para usar tanto às 7h da manhã quanto às 7h da noite. Segundo a própria: “um espartilho para sua confiança, não um meio de provocação”.

Donatella Versace/Divulgação

3. Miuccia Prada

Miuccia Prada é uma das estilistas mais importantes da atualidade. Não só pelo que faz, mas pelo que já fez. Doutora em ciências políticas, produtora de filmes, estudante de arquitetura e teatro, Miuccia reinventou a feminilidade e transformou o conceito de belo.

Fundada como marca de artigos de couro, foi com Miuccia que a Prada cresceu: em 1979, lançou a primeira coleção de sapatos; em 1988, foi a vez das roupas; a operação da grife foi expandida para Nova York, Londres, Paris e Tóquio. Seu marido Patrizio Bertelli, designer de bolsas e sapatos, esteve ao seu lado também nos negócios, e hoje ocupa a direção executiva do grupo.

Segundo relatos, Miuccia Prada considerava que ser estilista era o pior que poderia acontecer a uma mulher feminista e de esquerda. Por isso levou a grife à utilidade: criou a Fundação Prada, onde defende e incentiva a arte contemporânea; e transformou suas lojas em centros culturais. Sua grife, inclusive, dá nome ao sucesso ‘O Diabo Veste Prada’, sobre o qual ela teria comentado que ficou apavorada com o livro, mas achou o filme divertido.

Miuccia Prada/Divulgação

4. Anni Albers

Nome feminino mais importante na Bauhaus e considerada a por estudiosos da tapeçaria a fundadora da categoria “artista têxtil”, Anni Albers foi a primeira tecelã da modernidade a reivindicar à criação de um tecido o status de arte, ao fazer peças de tear para serem pendurada nas paredes.

Ela foi a primeira designer a ter uma exposição individual no Museu de Arte Moderna de Nova York, em 1949. Mas sua relação com o museu não começou ali. Em 1938, a artista têxtil colaborou com a exposição ‘Bauhaus 1919-1928’, bem como escreveu um artigo no catálogo da exposição.

Recentemente, Anni foi inspiração de uma coleção-cápsula de tricôs e cachecóis do estilista britânico Paul Smith. À Vogue, ele explicou por que ter na alemã sua musa inspiradora: “Anni compensou toda a frustração de não ter virado arquiteta ou pintora na tapeçaria. Conhecia a técnica como ninguém, mas acima de tudo tinha um olho maravilhoso para cores e suas combinações”. Anni morreu em maio de 1994, em decorrência da sua idade.

 Anni Albers/Divulgação

5. Maria Grazia Chiuri

Quase 70 anos de grife e uma mulher só veio assumir a direção artística da Dior em 2016. Só por isto Maria Grazia Chiuri deixa seu nome na história. Sua carreira de 25 anos foi construída na Fendi e na Valentino – tudo isso em paralelo ao casamento e à criação dos filhos.

A primeira coleção da italiana à frente da Dior foi com o desfile de verão 2017, na Semana de Moda de Paris. Na ocasião, Chiuri levou para as passarelas a dicotomia masculino versus feminino: delicadeza versus brutalidade; claro versus escuro; transparência versus cobertura; curto versus longo. O destaque foi a camiseta com a frase: “We should all be feminists”, traduzido do inglês “Nós todos deveríamos ser feministas”.

A designer segue à frente da marca francesa e recentemente teve muito o que comemorar: algumas criações da estilista foram exibidas no Victoria and Albert Museum, em Londres, na mostra ‘Christian Dior: Designer of Dreams‘.

Maria Grazia Chiuri/Divulgação

6. Stella McCartney

Stella McCartney é uma estilista e ativista que se destacou na indústria por causa de escolhas peculiares. Filha do ex-Beatle Paul McCartney e da fotógrafa Linda McCartney, Stella herdou da mãe a preocupação com a sustentabilidade que dá cara à sua grife.

Também vem da infância a atenção que dá a um consumo mais ético. Em sua grife, McCartney nunca usou couro, pele, pelo ou penas naturais. Em sua segunda coleção, passou a usar algodão orgânico, o que depois deu espaço para sedas, lãs e poliéster reciclado. Essa postura sustentável é recorrente e McCartney parece estar sempre atenta às novidades.

As escolhas sustentáveis, no entanto, não tiram das peças criadas por McCartney a alcunha de desejáveis, contemporâneas e bonitas. E fogem do clichê da “moda ecológica”, em que são típicos crochês, bolsas de pano e papetes. McCartney tem investido na biotecnologia e em alternativas, tipo o micélio, parte da raiz do cogumelo, como matéria-prima para um tecido que se assemelha ao couro.

Stella McCartney/Divulgação

7. Rihanna

Desde que abandonou os palcos, a cantora Rihanna vem investindo cada vez mais no mundo da moda. Em 2017, ela lançou a Fenty Beauty e revolucionou o mercado da beleza com 40 tonalidades de base.

Um ano mais tarde, anunciou a Savage x Fenty, linha de lingerie com grande diversidade de cores e tamanhos. Inclusive se você quiser conferir os especiais de televisão dos desfiles anuais da marca, eles estão disponíveis para assistir no Prime Vídeo.

Depois, veio a grife Fenty (que, infelizmente, foi encerrada em 2021), e a empresária se tornou a primeira mulher negra a participar do grupo de luxo LVMH. Além de criações inovadoras, Rihanna está causando um impacto importante na indústria da moda.

Rihanna/Divulgação

8. Mary Quant

A designer britânica já fez muito nos seus 85 anos de vida. Seus dois marcos do vestuário, a minissaia e as hot pants, são apenas símbolos do que Quant representa para a indústria da moda. Foi ela quem fomentou os movimentos de moda de jovens londrinos dos anos 50 e 60, trazendo formas divertidas e estimulando que aquele grupo se vestisse para si mesmo, agradar a si mesmo… Aquela coisa de que falamos ainda hoje.

Naquela época, Quant abriu duas lojas Bazaar em dois anos; ganhou os prêmios Sunday Times International, Maison Branch Rex e Piavla D’Ora; foi selecionada Mulher do Ano em 1963, Companheira da Sociedade de Artistas Industriais (cujo prêmio de design ela também levou no ano de 1967) e como designer real da indústria. Conta-se que, por causa das saias de 30 centímetros, Quant abriu em poucos anos cerca de 150 filiais da Bazaar na Inglaterra, 320 nos Estados Unidos e milhares de pontos de venda em todo o mundo!

Hoje vivendo na Grã-Bretanha, faz mais sucesso com a marca de cosméticos homônima, criada ainda nos anos 60. No ano passado foi anunciado que Quant ganharia sua primeira retrospectiva em um museu. A mostra ‘Mary Quant‘ foi exibida no último ano, no Victoria and Albert Museum, em Londres. Foram mais de 200 peças do arquivo da designer.

 Mary Quant/Divulgação

 


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